Projeto do escritório Studio Tuca se inspira no mapa hidrográfico do Pará criando percursos que entrelaçam cultura, memória e vivência. O Olaria Invecchiatto Terracota, Avelã e o Paglia trazem o equilíbrio com o elemento terra!
O projeto “Caminho dos Rios” representa o Pará no Bioma Amazônia da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB 2026), que acontece entre 25 de março e 30 de abril, no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), no Parque Ibirapuera, em São Paulo. A arquiteta e designer Tuane Costa, à frente do Studio Tuca, apresenta uma instalação que traduz, em arquitetura, a potência viva do território amazônico. Inspirado no mapa hidrográfico do estado, o projeto propõe uma experiência espacial fluida, onde os ambientes se conectam como rios — criando percursos que entrelaçam cultura, memória e vivência. A conexão é feita através de revestimentos naturais com argila (elemento terra) presentes em três coleções da Lepri: Olaria Invecchiatto Terracota 5 x 10 cm, e Olaria Avelã 7 x 7 cm e o Invecchiatto Paglia aplicados nas bancadas e paredes do espaço.
Os tons terrosos do Olaria Invecchiatto, da @lepriceramicas são símbolos de bem-estar, sustentabilidade e que ainda remetem à natureza. Atendendo esses três critérios, os revestimentos cerâmicos ganham protagonismo. A cerâmica rústica tem como característica principal um acabamento mais rústico e natural, que combina perfeitamente com a temática e traz um toque quase artesanal aos ambientes.
O loft de 100m² é estruturado a partir de curvas orgânicas que simulam o fluxo das águas, conduzindo o visitante por um caminhar contínuo e sensorial. A proposta homenageia rios fundamentais para a formação do Pará, como Xingu, Tapajós, Marajó e Guamá, compreendidos não apenas como elementos geográficos, mas como sistemas que sustentam modos de vida, deslocamentos e identidades.
A materialidade reforça essa narrativa ao valorizar elementos naturais, como madeira, palha e texturas orgânicas, além de integrar obras de artistas locais e acervos representativos de diferentes povos do estado. O resultado é um espaço que carrega camadas de pertencimento e memória, aproximando o público de uma Amazônia sensível e contemporânea.
Pensado para a cantora Fafá de Belém, o projeto estabelece um diálogo direto com sua trajetória e sua força cultural. A instalação evoca, na arquitetura, o mesmo sentimento presente na canção “Esse rio é minha rua”, transformando o espaço em uma experiência que conecta arte, território e identidade.
“‘Caminho dos Rios’ nasce da compreensão de que o Pará é movimento. É um território que se constrói a partir dos seus fluxos — de água, de pessoas, de cultura. A arquitetura aqui não delimita, ela conduz”, afirma Tuane Costa. Mais do que uma instalação, o projeto se apresenta como um manifesto: o Pará como fluxo, encontro e vida em constante movimento.
Sobre o escritório Studio Tuca: Tuane Costa projeta espaços que posicionam marcas e transformam experiências. Contando história. Para ela, arquitetura é expressão, é extensão, é experiência. Não se trata de criar espaços para serem vistos. Mas espaços onde as pessoas se reconhecem. E é isso que faz um projeto permanecer @studiotuca – (91) 984255424

