A arquiteta Marina Reis traz o cotidiano simples e o jeito próprio de Minas, como um poema construído de barro e luz com o Toscano Rosso e o Invecchiatto Cioccolato da Lepri!

Inspirado na obra e no olhar da poetisa, a “Casa Adélia Prado traduz a delicadeza do simples, a força do silêncio e a beleza do que é vivido todos os dias. Aqui, o extraordinário mora no ordinário. Este projeto integra o Bioma Cerrado da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB 2026), que acontece entre 25 de março e 30 de abril, no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Representando Minas Gerais, a arquiteta Marina Reis parte do cotidiano como expressão máxima de identidade e cria uma experiência sensorial. Ela escolheu dois revestimentos naturais da Lepri em tons marrom: o Toscano Rosso 7x23x7 cm utilizado como cobogó e o Invecchiatto Cioccolato 23x23x1 cm.
Adélia Prado, revelada por Carlos Drummond de Andrade, é reconhecida por sua poesia que aborda o cotidiano, religiosidade e a condição feminina a partir de sua vivência em Divinópolis, Minas Gerais, mesma cidade natal de Marina Reis. O projeto da Casa que a homenageia partiu da seguinte pergunta: como seria transformar a poesia de Adélia em arquitetura?
O visitante será convidado para uma imersão no jeito mineiro de morar: a caminhar sem pressa, observar texturas, luz e sombras e reconhecer o afeto nos detalhes. Assim irá se sentir em casa. Cada escolha — do material ao mobiliário — carrega intenção, narrativa e pertencimento.

O partido do projeto surgiu do que Adélia mais valoriza, a cozinha como o coração da vida, o pátio como silêncio fértil, o lugar da palavra como espaço de fé e introspecção. A arquitetura é térrea, acolhedora, sensorial. O chão é protagonista e nada como um revestimento natural, produzido de argila pura (barro), como os que Marina escolheu na Lepri, para fazer esta intermediação.
A luminosidade é outro ponto de destaque, como um fio condutor de toda a proposta. Aqui os cobogós com as cerâmicas da Lepri cumprem também este papel, de favorecer a ventilação natural do espaço. ”O vento passa, a sobra abraça, a matéria respira”, como define Marina Reis.
Cada ambiente foi desenhado como um verso. Na cozinha, o fogão a lenha – que tanto representa a culinária mineira – está no centro da Casa, onde a vida acontece devagar. O pátio interno é o lugar do encontro, das conversas ao pé do ouvido, onde a luz toca a terra e tudo fica em silêncio. O quarto e o espaço da escrita acolhem o corpo e a palavra. Revestimento de terra, cerâmica artesanal da Lepri, madeira pintada de azul, cobre e pedra sabão convivem em um contraste suave entre o rústico e o contemporâneo. É uma casa que não se impõe, mas que acompanha o ritmo do dia. É uma declaração de afeto ao cotidiano, uma homenagem à Adélia, às mulheres mineiras, à poesia que mora nas pequenas coisas. É um lembrete de que habitar também é sentir e que a arquitetura também pode ser abrigo, memória e poesia.

Serviço — Bienal de Arquitetura Brasileira 2026
Quando: 25 de março a 30 de abril de 2026
Horário: 12h às 21h
Onde: Parque Ibirapuera, São Paulo – Pavilhão das Culturas Brasileiras
Info: [email protected] e www.bienaldearquiteturabrasileira.com Ingressos:https://www.ingresse.com/bienal-de-arquitetura-brasileira-bab
Sobre o escritório Marina Reis Arquitetura: Marina Reis, arquiteta e urbanista, formada pela Universidade Federal de Viçosa, com especialização em Neuroarquitetura pelo IPOG e extensão em Design de Mobiliário Autoral pelo Istituto Europeo di Design. Me dedico a transformar sonhos em espaços únicos, atuando no mercado de arquitetura e interiores de médio e alto padrão. Meu objetivo é criar ambientes que vão além da beleza — espaços que tenham alma, personalidade e que promovam bem-estar. Contato +55 73 98144-7758 e @marinareisarq